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Alterações no subsídio de desemprego

19 Março 2010 1.824 views Sem Comentários

O Governo, depois de tantas ajudas durante os primeiros meses da crise, vem agora cortar em tudo e mais alguma coisa. E como sempre, quem mais sofre é o “zé povinho”. Tudo bem que eu entenda alguns dos argumentos, mas acaba por “pagar o justo pelo pecador”. E uma das coisas em que o Governo está a pensar mexer é logo no subsídio de e já este ano! Vou aqui deixar quais as principais alterações no subsídio de pensadas.

1- Subsídio de vai baixar – O Governo está a pensar baixar a percentagem dos últimos salários do desempregado no cálculo do subsídio de . Isso significa que quem ficar desempregado vai ganhar ainda menos. Por um lado entendo esta acção, uma vez que se se ganha quase o mesmo a trabalhar que estando no , muitas pessoas preferem estar no e até fazem uns “biscates” por fora e acabam por ganhar mais no . O problema é que também quem fica desempregado actualmente, dificilmente consegue ir ganhar o mesmo que ganhava antes, e com isso o nível de vida das pessoas está a baixar bastante. Os pobres e a classe média estão a ganhar cada vez menos, com todos os problemas que daí advêm.

2- Subsídio abaixo do salário mínimo – A ideia será a mesma de cima. Quem já ganha o salário mínimo, ao ir para o neste momento vai continuar a ganhar esactamente o mesmo. E isso realmente é um convite às pessoas para não trabalharem. O problema é que estas pessoas que já ganham tão pouco vão passar a ganhar ainda menos, e isso é preocupante.

3- Desempregados terão de aceitar ofertas de com salários mais baixos – O conceito de “ conveniente” também irá mudar, passando os desempregados a serem obrigados a aceitar empregos com regras mais apertadas. Logo nos primeiros 6 meses, se aparecer um que pague mais 10% que o subsídio auferido pelo desempregado o desempregado será obrigado a aceitar, sob pena de perder o direito ao subsídio de .

Não está previsto o Estado assegurar diferencial entre o subsídio de e o novo salário. As regras entrarão em vigor ainda este ano, mas não está definida uma data ainda.

Apesar de se entender em parte estas acções, não deixa de ser verdade que são sempre os mesmos a pagar a factura, não me parecendo que isto vá ajudar em nada a ultrapassar a crise, antes pelo contrário. A única coisa que irá fazer será baixar a despesa do Estado.

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